Sol vai passar por inversão magnética; entenda o que é o fenômeno

Como o próprio nome sugere, o polo norte magnético passa a ser polo sul magnético e vice-versa
Itatiaia Por Paula Arantes
O Sol deve passar por uma inversão magnética, fenômeno que aconteceu pela última vez em 2013. O processo sinaliza que o astro chegou à metade do máximo solar, sua fase de maior atividade, que acontece a cada 11 anos. Não é possível determinas a data exata em que a inversão deve acontecer, porque se trata de um processo gradual, que acontece aos poucos.
A inversão magnética consiste na troca dos polos magnéticos do Sol: o polo norte magnético passa a ser polo sul magnético e vice-versa. Neste ano, a mudança vai ser do campo magnético norte para o sul no hemisfério norte do Sol, e no sul, vai acontecer o oposto. O fenômeno gera ondulações no entorno do astro e gera perturbações nas magnetosferas dos planetas que orbitam o Sol.
Existem alguns sinais que indicam aos cientistas a etapa do ciclo, como a frequência e intensidade de manchas solares. A contagem dessas manchas é o que define o ciclo solar. A responsabilidade de monitorar a atividade solar é de institutos como o Observatório Solar Wilcox de Stanford, além da Nasa. Em resumo, quando a contagem de manchas na superfície solar atinge o seu número máximo, estamos no pico do ciclo de atividade solar.
O efeito do fenômeno na Terra pode ser positivo. A mudança torna a superfície solar mais irregular, o que significa, na prática, que o nosso planeta está mais protegido contra raios cósmicos, feitos de partículas altamente energéticas perigosas para astronautas e espaçonaves como as sondas Voyager.
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