Novo comandante da PM estanca crise deixada na ALMG por seu antecessor

Novo comandante da PM estanca crise deixada na ALMG por seu antecessor
Coronel Carlos Frederico Otoni Garcia, novo comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais Foto: Cristiano Machado / Imprensa MG
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Coronel Frederico Otoni Garcia já amenizou o desgaste deixado pelo antecessor, Rodrigo Piassi do Nascimento, com deputados estaduais

O Tempo   Por Gabriel Ferreira Borges

 

Um mês após assumir o comando geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o coronel Frederico Otoni Garcia já amenizou o desgaste deixado pelo antecessor, coronel Rodrigo Piassi do Nascimento, com deputados estaduais. Desde que foi empossado, o ex-chefe do gabinete militar do governador Romeu Zema (Novo) atua para estancar a crise protagonizada pelo coronel Piassi e pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa (ALMG), Sargento Rodrigues (PL).

Uma semana depois de assumir o comando geral, coronel Frederico, que, de cara, teria sido orientado pelo secretário de Governo, Gustavo Valadares, a fazer gestos de aproximação aos deputados estaduais, visitou o gabinete de Rodrigues na ALMG ao lado do novo chefe do Estado Maior, Maurício José de Oliveira, empossado no mesmo dia que ele. Os coronéis e o presidente da Comissão de Segurança Pública conversaram por, aproximadamente, duas horas.

Ao Aparte, Rodrigues afirmou que a postura do coronel Frederico foi “completamente diferente” daquela do antecessor. “Ele veio com a proposta de construir pontes”, resumiu o deputado estadual. “Ele (comandante geral) fez questão de pedir ao ajudante de ordens da ALMG me consultar para ele ir lá conversar. Eu disse que ele seria tranquilamente bem recebido e foi muito bem recebido”, contou o parlamentar, que diz que “a relação mudou da água para o vinho”.

Rodrigues provocou coronel Piassi, dizendo que coronel Frederico ficou mais tempo em seu gabinete do que o antecessor ficava nas audiências públicas. De acordo com o presidente da Comissão de Segurança Pública, ele teria alertado o novo comandante geral da PMMG que há “questões miúdas” de política interna que, caso sejam resolvidas, podem pacificar as tropas. “São coisas que não dizem respeito ao governador ou a secretário, mas ao comando”, apontou.

No início do mês, Rodrigues chegou a substituir a convocação que a Comissão de Segurança Pública havia feito para o coronel Piassi, quando ele ainda era o comandante geral, para comparecer a uma audiência pública, por um convite ao coronel Frederico. Caso uma autoridade não obedeça à convocação, configura crime de responsabilidade. 

Além de Rodrigues, coronel Frederico visitou também o deputado estadual Caporezzo (PL) na última semana. Suplente da Comissão de Segurança Pública, o parlamentar chegou a fazer uma representação à Procuradoria Geral de Justiça contra coronel Piassi após o então comandante geral ter levado a público informações de sua ficha funcional quando era cabo da PMMG. Segundo Caporezzo, o ato teria caracterizado improbidade administrativa.

Mas antes mesmo de visitar Rodrigues e Caporezzo, coronel Frederico já havia feito uma visita de cortesia ao presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), no dia seguinte à posse como comandante geral. Tadeuzinho chegou a criticar o coronel Piassi, quando, ao passar o bastão para o sucessor, atacou Rodrigues. Na ocasião, o presidente da ALMG disse que “tal declaração está, certamente, entre as várias motivações que explicam a saída do ex-comandante”.