Inverno e bandeira amarela: como driblar o aumento da conta de luz em julho

Inverno e bandeira amarela: como driblar o aumento da conta de luz em julho
Foto Ilustrativa
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Diminuição do tempo no banho e opção por chuveiro a gás podem aliviar orçamento familiar no fim do mês 

Por Mariana Floriano Tribuna de Minas 

Tudo indica que julho vai ser um mês para o consumidor ficar de olho na conta de luz. Além do gasto adicional que chega com o frio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira amarela. Na prática, a conta de luz terá acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kW/h consumidos no mês.

Nesse sentido, as famílias buscam formas para evitar aumento excessivo que possa comprometer o orçamento mensal. Como o chuveiro elétrico é tido como o vilão da conta de luz, o investimento no chuveiro a gás parece ser uma boa opção. Mas será mesmo?

Para esclarecer a dúvida sobre qual gasta mais, o chuveiro elétrico ou a gás, a Tribuna conversa com especialistas e traz dicas de economia para tentar driblar – na medida do possível – esse aumento na tarifa.Conta mais cara no inverno

O chuveiro elétrico no modo inverno é um verdadeiro pesadelo na conta de luz. Conforme especialistas, o valor da tarifa pode subir até 35% na estação mais fria do ano. O aumento é puxado pelo uso de aquecedores, chuveiro e outros aparelhos elétricos ou eletrônicos.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o chuveiro elétrico é responsável por um quarto do consumo mensal de energia elétrica em residências com até quatro pessoas. O chuveiro a gás, por outro lado, é mais econômico.

De acordo com estimativas da Aquecenorte, fabricante, uma família com quatro pessoas que tomam um banho por dia gasta R$ 52,08 no fim do mês utilizando o chuveiro a gás. Essa conta foi feita levando em consideração o valor, em metros cúbicos, de cada unidade de gás a R$ 2,89 e um consumo mensal de 0,60 m³.

O professor do Departamento de Física da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), José Paulo Mendonça, mostra como o gasto do chuveiro elétrico é muito maior, principalmente se acionado no modo inverno. De acordo com ele, o valor médio cobrado pela concessionária de energia fica em torno de R$ 0,96 por kWh, portanto, um banho de 20 minutos custa R$ 1,76. Em uma família com quatro pessoas, com um banho por dia, o valor da conta de luz no final do mês corresponde a R$ 211,2.

Uma dica para economizar, nesse caso, é diminuir a duração dos banhos. “É aconselhável evitar ficar por muito tempo com o chuveiro ligado na posição inverno. Um banho de cinco minutos custa, em média, R$ 0,44”, afirma o professor, valor 25% menor do que um banho cuja duração é de 20 minutos. Sendo assim, considerando um banho por dia em uma família de quatro pessoas, no final do mês, a conta a pagar é de R$ 52,80.

Custo inicial de instalação

Que o chuveiro a gás é mais econômico não restam dúvidas. Mas, infelizmente, nem toda família tem condições de arcar com o custo de instalação, ou mesmo possui estrutura para receber esse tipo de aparelho.

Conforme a Aquecenorte, os aquecedores mais simples e com menor capacidade custam entre R$ 600 e R$ 800 dependendo da marca, modelo e qualidade da mão de obra da instalação. Já os equipamentos mais dispendiosos, capazes de atender cinco ou seis banheiros simultaneamente, podem chegar ao valor de R$ 7 mil. Já um chuveiro elétrico, por outro lado, é de fácil instalação, e os mais baratos custam por volta de R$ 60.

Evitar perdas de energia

Se o chuveiro a gás ainda é um sonho na sua casa, há algumas estratégias que se pode adotar para evitar despesas desnecessárias com o chuveiro elétrico. Conforme explica José Paulo é importante ficar atento a perda de energia.

“Para esquentar a água é necessário ter potência no chuveiro, isto não tem como fugir. A questão é tentar evitar perdas de energia. Os chuveiros mais novos, por exemplo, são desenvolvidos para ter um maior contato da água com a resistência elétrica, aumentando a eficiência na troca de calor. Com isso, é possível realizar a transferência de calor de forma mais eficiente, com mais água aquecida sem gerar mais gasto de energia. Nos chuveiros mais antigos, essa troca não é tão eficiente e, naturalmente, estaremos perdendo um pouco de energia.”