Espaço Cidade recebe inscrições para a Feira Roza Cabinda de Artesanato

Espaço Cidade recebe inscrições para a Feira Roza Cabinda de Artesanato
Divulgação PJF
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NOTÍCIAS: FUNALFA

 

Nesta quinta e sexta-feira, 24 e 25, das 14h às 17h, o Espaço Cidade, localizado no Paço Municipal, na Avenida Rio Branco, 2234, Centro, receberá inscrições de artesãos e artesãs interessados em participar da Feira Roza Cabinda de Artesanato. A atividade é realizada pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), e faz parte da agenda Novembro Negro 2024. Podem participar expositores que atuem como Pessoa Física (CPF) ou Pessoa Jurídica (MEI ou CNPJ).

A Feira Roza Cabinda de Artesanato acontecerá ao longo de três semanas, de 11 a 14, de 18 a 22 e de 26 a 29 de novembro, com a participação de 60 artesãos, divididos igualmente entre os períodos, sendo 20 por semana. O sorteio para definir a ordem de ocupação das vagas será realizado no dia 5 de novembro, às 10h, no Anfiteatro João Carriço, localizado no Paço Municipal. Os participantes serão responsáveis pela infraestrutura, isto é, mesa e cadeira. As mesas deverão ter, no máximo, a medida de dois metros por um.

“Estamos trabalhando para que a comunidade negra tenha a oportunidade de expor seus trabalhos. A utilização do espaço será sem nenhum custo para os expositores. Contamos também com a colaboração de todos para o bom desenvolvimento da feira, mantendo a organização e a harmonia entre os envolvidos”, afirma Vanessa Cupertino, organizadora da atividade.

Roza Cabinda, que dá nome à feira, foi uma mulher negra escravizada que servia a Carlota Halfeld, esposa do comendador Henrique Halfeld. Roza foi a primeira escravizada na cidade a acionar a Justiça na luta por seus direitos. Após a morte de Carlota, Roza tentou comprar sua liberdade, como autorizado pela esposa do comendador. No entanto, Henrique Halfeld negou a permissão, alegando que a quantia oferecida era insuficiente. O desfecho da história foi que Roza conseguiu, por via judicial, adquirir sua alforria pelo valor que havia proposto. Ela se tornou um símbolo de coragem e resistência.